segunda-feira, 26 de julho de 2010
A gente.
Fizeram uma linha para separar você de mim. Eu podia te ver e até falar, todos os dias, mas não podia te tocar. Foi feito com giz, não é permanente e um dia vai apagar. A gente aguenta esperar?
sábado, 24 de julho de 2010
Convivência gera dependência.
Às vezes eu paro e penso em todas a pessoas que estão comigo e vejo o quanto sou egoísta, por não pensar em todas as pessoas da mesma maneira, nem todas tem um espaço como o de vocês: Karen, Graci, Fê e Layre, seja lá o que for a amizade, vocês são o meu resumo. Passar a segunda tarde seguida ao lado de vocês, dar mais valor a quem me cerca do que as pessoas que conheci por culpa da maldita inclusão digital, não aguentar de saudades depois de um dia, marcar saídas, fazer planos e inventar histórias pra outras pessoas por pura diversão. "Daqui pra frente vou mudar, viagens, discos, outros planos".
Intimidades, sorrisos, brincadeiras, choros. Principalmente hoje que choramos todas juntas. Tão verdadeiro, tão lindo. Hoje fiquei pensando, o que seria de vocês sem mim? Mas principalmente, o que seria de mim sem vocês? Vocês sabem, mas eu preciso dizer que...que...que vocês me matam de orgulho. E eu sou grata por todo abraço, todas as visitar e telefonemas inesperados, por cada conselho, pelas festas, por tudo. "Hoje eu sei, por uma razão maior a vida nos juntou". Não considero mais vocês como amigas, não são só minhas amigas, são minhas melhores amigas, minhas confidentes, minhas e minhas. Meu/minha/meus/minhas, pronome possessivo. "Todos me dizem: 'Não consigo ver você sem elas'. 12 anos são 12 anos, mas isso tudo independe do tempo, independe de quantas vezes nos vemos por dia, por semana. Só o que importa é o significado que cada uma tem e mesmo que acabe tudo esse ano, preciso de vocês comigo, como sempre precisei e só a pouco tempo descobri...
Descobri o que eu simplesmente não sabia: Convivência gera dependência.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Eu?
- Você tem um cigarro?
- Estou tentando parar de fumar.
- Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
- Você tem uma coisa nas mãos.
- Eu?
- Eu.
(Caio Fernando Abreu)
- Estou tentando parar de fumar.
- Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
- Você tem uma coisa nas mãos.
- Eu?
- Eu.
(Caio Fernando Abreu)
terça-feira, 13 de julho de 2010
sábado, 10 de julho de 2010
Três é ímpar.
Nunca gostei de dividir, em geometria a pior figura era o triângulo e três nunca foi meu número da sorte.
Dias ímpares me davam azar, sempre pedia com par no "par ou ímpar" e quase sempre estou dormindo às 3h.
Escolher alternativas entre a, b, c e d em provas nunca foi meu forte, escolher entre uma festa ou outra também nunca deu certo.
Então já era de se esperar que escolher entre duas pessoas não seria fácil.
Eu poderia ter duas, mas não somando comigo ficam três e três é ímpar.
Pessoas, números, sentimentos, cálculos, dúvidas, tudo se mistura.
Se eu ficar sem eles, sozinha, ainda vai ser ímpar,
se eu estiver com os dois, ainda vai ser ímpar.
Escolher entre duas pessoas totalmente diferentes não faz sentido, mas estar com as duas me afasta de tudo, me consome.
Quando vai estar claro que ninguém precisa ser melhor que o outro?
Não é uma competição, não ganha quem for o melhor porque eu não sou um prêmio.
Não vou escolher nenhum deles, não preciso disso. A partir do momento que ele me mandou escolher, me perdeu. Ainda estou sozinha.
Dias ímpares me davam azar, sempre pedia com par no "par ou ímpar" e quase sempre estou dormindo às 3h.
Escolher alternativas entre a, b, c e d em provas nunca foi meu forte, escolher entre uma festa ou outra também nunca deu certo.
Então já era de se esperar que escolher entre duas pessoas não seria fácil.
Eu poderia ter duas, mas não somando comigo ficam três e três é ímpar.
Pessoas, números, sentimentos, cálculos, dúvidas, tudo se mistura.
Se eu ficar sem eles, sozinha, ainda vai ser ímpar,
se eu estiver com os dois, ainda vai ser ímpar.
Escolher entre duas pessoas totalmente diferentes não faz sentido, mas estar com as duas me afasta de tudo, me consome.
Quando vai estar claro que ninguém precisa ser melhor que o outro?
Não é uma competição, não ganha quem for o melhor porque eu não sou um prêmio.
Não vou escolher nenhum deles, não preciso disso. A partir do momento que ele me mandou escolher, me perdeu. Ainda estou sozinha.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Lágrimas secam.
Lembro da primeira vez que me fez chorar, foi forte, eu não tinha esse costume até te conhece. Lembro da segunda, da terceira, da quarta. Lembro os motivos, lembro os detalhes, lembro de tudo e se ficar lembrando, eu choro. Ou seja, não tem jeito. Lembrei da última vez que me fez chorar também, não faz muito tempo, ficou tão comum, tão normal, tão previsível e doía de verdade. E agora não dói? Sei lá, dizem que a gente aprende a conviver com a dor, eu já me acostumei, já chorei tudo que tinha pra chorar, já gritei, já implorei, já pedi mil e uma desculpas por coisas que eu nem sabia se tinha feito, já passei por cima do meu orgulho, já deixei meus princípios de lado, tudo por você. Que poder é esse? O que você tem? Nada. Sempre me teve, sempre teve meu carinho, minha atenção e nem sempre soube usar. Posso morrer por dentro, mas vou continuar de pé e vai ser assim, tá na sua vez de engolir o orgulho, sem apelos, sem avisos, sem ameaças, sem nada. Lembro de tudo, mas principalmente suas últimas palavras ficam se repetindo pra mim, minuto após minuto. Mas hoje eu não chorei, enfim. Vai se foder.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Meu melhor amigo é o meu amor
Gostaria de poder dizer tudo o que sinto por você em menos de 5 minutos , mas eu não consigo porque faltam palavras para descrever um sentimento tão bonito e tão sincero e tempo também , nos conhecemos a tanto tempo .Algumas pessoas acham impossível as outras se apaixonarem por alguém que nunca viram , mas eu discordo totalmente disso , porque eu sou apaixonado por você mas não do tipo " namorado " e sim como amigo, ninguém faz tanta falta quanto voce , mesmo sem poder te ver , te abraçar , só preciso falar com você para tudo ficar bem , amo muito voce s2
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Boa noite.
Só mais um dia, só mais uma noite comum, em casa. Só mais conversas sem sentido, só mais discussões fúteis e sem objetivo algum. Algumas brincadeiras e pessoas novas. Por que tudo me irrita hoje? E logo hoje, no dia em que tudo me irrita, eu consigo conhecer pessoas novas, pude ser eu. "-Nunca vi alguém ficar estressada sem motivo". Ele disse, talvez esteja certo. Talvez não seja uma boa noite, só. "-Talvez você arrume algo bom". Ela disse. Talvez, talvez. "-Uma vez amigos, sempre amigos". Ele disse. Por que todo mundo resolveu ficar na minha cabeça hoje? Talvez seja só uma noite ruim. E por que eu me importaria? Tão indiferente, tão ignorante, irônico e ainda fala demais. Tudo que eu não suporto. Então por que eu ainda me importo? Ele só me lembra alguém que me faz falta. E hoje é o dia de pensar nisso tudo, hoje é só mais um dia ruim. Resolvi sentir tudo junto. E talvez não tenha nada a ver com essas coisas, nada a ver comigo, nem com ele, talvez não faça sentido pra você, como não faz pra mim, agora. Só acho que "Talvez não seja uma boa noite", apenas isso.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Há um abismo entre nós.
Existe um abismo com uma ponte pequena e frágil que liga dois lados opostos.
Em uma das pontas, consiste romantismo, carinho e amor. Na outra há a medo, mistério e paixão.
Um lado é ele e o outro...é ELE, mas outro ele.
Um lado me da total segurança, faz planos e me inclui neles.
O outro lado não tem planos e se tivesse, mas se tivesse não sei se eu estaria neles.
Enquanto um dos lados grita que me ama o outro diz baixinho que gosta muito de mim.
Como escolher um dos lados? Já que são tão diferentes e eu nunca sai da metade da ponte.
Em um desses lados eu sei bem o que vai acontecer, sou mais segura com isso.
No outro me desequilibra só de pensar que ele pode sempre gostar, mas nunca amar.
Um deles é a minha calma, enquanto o outro é meu fogo.
Sinto vontade de ficar aqui, parada entre as duas pontas e esperar que um dos lados venha até mim. Mas não vem.
E eu fico aqui até quando? Até a ponte não aguentar mais a força do vento. E venta forte, às vezes.
A ponte balança, eu pego chuva, sinto frio e fome. Por que existe ainda dúvida?
Será que eu posso decidir não escolher? Seria essa a melhor escolha? Meus "eles".
Ou talvez eu continue aqui, parada entre os dois lados, bem no meio da pequena e frágil ponte. E espere até o abismo me chamar, a ponte cair e me levar junto.
Não sei fazer esse tipo de escolha, não quero ir pra um dos lados se eles não conseguem vir até mim.
"-Será que tenho uma terceira opção?
-Mas são só dois lados e um abismo.
-Então eu vou aprender a voar."
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