sábado, 23 de outubro de 2010

Mundo real.

Só mais um dia comum, dias assim vem e vão, já deixei tanta coisa para trás. Não podemos nos enganar, nós não somos mais crianças, temos que crescer. O que posso dizer? As coisas são assim, a vida nos leva onde temos que ir. Não dá pra fugir. Difícil é perceber, bem-vindo ao mundo real, onde o tempo é incontrolável, incontrolável! Muita gente me diz, que não sou o mesmo, mas nada parece igual. Pior que mentir, é mentir pra si mesmo, é como não ter pra onde ir.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010


Temos tantas coisas para resolver. Eu e você. Sei lá se o laço que me deu foi fraco. Sei lá se o que me deu foi dado. Voltar ou ir. Ficar ou partir. Chorar ou sorrir. Tentar ou fingir. Sei lá se o laço que me deu foi de amor. Sei lá se o que me deu com dor. Falta inspiração, falta controle, falta a palavra, falta tanta coisa. Sei lá se o laço que me deu, eu te dava. Sei lá se o que me deu se amarra. Falta o sentimento, reciprocidade, falta o saber. Sei lá, quem souber me fale. Sei lá, quem souber me salve. Sobre laços e nós, bom e ruim, um liga o outro e nossa vida depende disso. Mas eu sei lá. Sei lá, eu sei lá. Eu não sei, eu sei sim. Sei lá se o laço que me deu era seu. E se o que fez foi em mim.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Ex.

Estava te procurando, demorei anos pra juntar essas pistas, fui a lugares que costumava freqüentar. Te observei durante semanas, meses. Descobri que não fica em casa nos sábados a noite, sempre toma uma dose dupla de whisky quando não tem um bom dia de trabalho, dorme até tarde aos domingos e sempre disca o mesmo número a noite, deixa chamar uma vez e desliga. Tem insônia, acorda pelo menos 2 vezes durante a noite. Isso tudo a um mês atrás. Mas sua rotina mudou. Agora, você acorda cedo aos domingos para escrever cartas a uma pessoa, fica em casa aos sábados, às vezes passa a noite toda no bar. Não freqüenta mais aqueles lugares, não sai no portão, não canta alto dentro de casa, não é mais feliz no trabalho e se for arriscar um palpite, não é feliz na vida pessoal. Faz exatamente 1 mês que você mudou, que você voltou a fumar e que eu te deixei. 
Recebi suas cartas e estou respondendo, fique bem meu ex-amor.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Ainda não te esqueci, sem mais.

É mentira.

Sempre disseram que mentiras são perigosas e são mesmo! Enganam outras pessoas e no pior dos casos, enganamos a nós mesmos. Não foi um erro individualista, foi em dupla. Erramos juntos, acreditamos juntos. Ver só as partes boas, é burrice. Eu era burra. Então serei realista e muito sincera. Não somos nada, NUNCA fomos nada, chega de mentir. Foi tudo ruim, tudo fez mal, machucou e não deu em nada. Antes pudéssemos ter nos conhecido. Mas continuo sem saber quem é, qual sua cor preferida, que tipo de música gosta. As principais coisas da sua vida, eu não sei. E por mais que tenha sido apenas uma viagem dentro de mim, doeu. E muito. Me tirou algo bom e trouxe um sentimento ruim. Quem diria que ia dar no que deu? Que fique bem, que fique mal, não importa. Eu odeio ter te conhecido. Que fique claro que eu agora eu sei quem me quer bem e quem não quer. Mentir é feio. Foda-se VOCÊ.

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Comentário pessoal: Pode não ter sido TUDO mentira, mas pra mim foi. Adeus.

Você vive para morrer?

Improviso.
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Quando vai estar claro que ninguém precisa ser melhor que o outro? Não é uma competição, não ganha quem for o melhor porque não existe prêmio. Não sentir, não chorar, não viver ficou tão comum, tão normal, tão previsível. Talvez seja só uma noite ruim. E por que eu me importaria? Tão indiferente e irônico. Passei todo o tempo fazendo as coisas por obrigação, apenas para ser melhor. Ser melhor pra quem? Talvez eu me torne ainda mais egoísta com o tempo. Às vezes eu te amava, às vezes não. E faz tempo que passei a não sentir nada. Quem é você? Quem sou eu? E quem somos nós? Não existe. Só perdemos tempo, sabendo qual seria o final, não sei quem é mais burro e pouco me importa.  Sim, eu vivo para morrer e você?

sábado, 2 de outubro de 2010

Vamos sonhar.

Hoje eu sonhei com você. Estávamos juntos, indo de loja em loja, procurando algo, em especial. Parávamos toda hora e você, cansado de me esperar. Fazia sol. A paciência acabou, você brigou comigo quase no meio da rua, a gente discutiu, discretamente, claro. Você foi embora e eu fiquei. Demorei pra chegar na portaria e você estava ali em frente ao prédio, sentado em um banco, me esperando. Que ironia, não? Ficamos conversando por um tempo e você me abraçou, falou bem baixinho: "me desculpa?". Foi tão lindo, as pessoas deveriam se desculpar mais vezes. Ou eu quem desacostumei a ouvir um pedido de desculpas? Vai saber. Continuando. A gente levantou e foi andando até a portaria, você brincou com o porteiro, nunca tinha te visto com tanto bom humor. Sempre reclamei que lhe faltava um sorriso e menos seriedade. Depois caminhamos até o meu prédio, era o terceiro. E perguntei se queria subir, você preferiu ficar na pracinha. Eu sentei em um balanço, você em outro. Foi ficando tarde e frio. Me arrepiava fácil, principalmente perto de você. Você me abraçou, de novo. Que incrível, você nunca foi assim. É o medo de me perder? Tanto faz, eu estou contigo, agora. E mesmo que não dure pra sempre, você me acalma, me arrepia, só em pensamento. Como agora. É, eu gosto de você, desconhecido. 
É, me esqueci da luz da cozinha acesa
de fechar a geladeira
De limpar os pés,
Me esqueci, Jesus!
De anotar os recados
Todas janelas abertas,
onde eu guardei a fé... em nós
Meu café em pó solúvel
Minha fé deu nó
Minha fé em pó solúvel
É... meu computador
Apagou minha memória
Meus textos da madrugada
Tudo o que eu já salvei
E o tanto que eu vou salvar
Das conversas sem pressa
Das mais bonitas mentiras
Hoje eu não vivo só... em paz
Hoje eu vivo em paz sozinho
Muitos passarão
Outros tantos passarinho
Muitos passarão
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor... por favor
A razão é como uma equação
De matemática... tira a prática
De sermos... um pouco mais de nós!
Que o teu afeto me afetou é fato
Agora faça me um favor
Um favor... por favor.

Tira o pé do chão!

Não se vive apenas com o pé no chão, todo mundo precisa de uma ilusão. 


I.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Nova postagem sobre uma velha montagem.

Pessoas estão sempre indo e vindo e mais que qualquer um, você, veio e foi muitas vezes. Sempre teve seu espaço, seu lugar, meu amor, sempre até aquele dia. Em tantas idas e vindas, foi se enfraquecendo, foi voltando mais fraco e distante, tudo acaba. Foi difícil aceitar que te perdi, mas aceitei e isso não se volta atrás. Já aprendeu a viver sem alguém? É bem mais fácil do que parece, é muito drama no começo, muitas promessas e palavras em vão. Fotos, textos guardados a tanto tempo, mensagens, gravações com 'eu amo você'. Tudo esquecido, tudo apagado da memória do computador e da memória humana. Não preciso mais de você, mas tem quem ainda precise, concentre-se nela, porque sei que não temos mais nada. É só uma dica de ex- amiga. Rá. Eu me viro bem sozinha, mas quando precisei de você, estava ali pra mim e isso eu não vou esquecer. E aquela foto, vou guardar comigo, se não se importar, porque gostava das nossas mentiras, você foi a minha mais  linda invenção. Eu te amei, FFN.