quinta-feira, 23 de setembro de 2010
(Na)morar.
Moro com 3 pessoas, cada uma delas arruma uma forma de tomar conta da minha vida pessoa e particular, que deveria interessar somente a mim. Saio quase todos os finais de semana, só com amigos, nunca namorei sério, nem pretendo por enquanto. Tenho o poder de mentir bem. São poucos os meus medos. Nunca amei e não sei se vou algum dia, não acho que o amor é tudo isso que dizem, muito menos que ele existe. Acho que é uma idealização mal feita e barata. Gosto de dinheiro e de auto promoção, mas sei conciliar essas coisas de modo que não prejudique ninguém, por enquanto. Sei enganar, manipular e jogo pra ganhar. No momento eu só quero ir pra outro lugar. Caminhar na praia todos os dias de manhã, freqüentar barzinhos à noite e voltar pra casa de madrugada para dormir. Sem ninguém pra me controlar, sem um relógio marcando quanto tempo eu tenho. Só quero andar com pessoas que pensam como eu, porque conheço muitas contraditórias. E não dá certo, definitivamente não da certo. Pensamentos parecidos, os mesmos objetivos, isso sim faz a gente andar pra frente. Contradições e desentendimentos nos fazem ficar parados ou recuar. Se for pra ter alguém, que seja como eu. Quero namorar sozinha.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Não.
Minha memória tem falhado, as pessoas que fizeram parte da minha vida estão sumindo aos poucos, meus sentimentos estão se desfazendo e minha estrada, só começando. Tenho saído mais, sozinha. Ando me contrariando e deixando o orgulho me guiar. Até que ponto vai a confiança? Posso ter tudo que quero, você, em especial. Por que deixei de acreditar nisso por um momento? Chega a ser irônico. E agora, voltamos ao ponto de partida. Tenho minha segurança de volta, meu poder. O segredo é não se envolver com ninguém. Qualquer tipo de relacionamento, amor, amizade, companheirismo, enfim, não é permitido! é bem mais fácil quando não tem alguém que se importe. Estou pouco me lixando pra minha saúde, pra minha imagem. Por enquanto. Ou posso começar a atuação e tudo volta ao normal. Mas não, de novo, não. ist es besser aufzugeben.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Um cigarro, uma bebida e uma passagem só de ida.
-Mas pra onde você vai?- Ele me perguntou enquanto olhava o papel entre meus dedos. -Eu preciso ver uma pessoa- Resposta curta, mas por incrível que pareça, ele já esperava e logo retrucou -Vou com você- Me surpreendendo, não parecia ele, dias atrás ficara com raiva pelo meu tom. -Não pode ir!- Ele arregalou os olhos, sem esperar essa mudança de humor da minha parte. -Sei que quer ficar longe de mim, sei que quer um tempo de tudo e todos, mas se eu te deixar ir, eu perco. Eu não quero pensar que falhei com você. - Ele disse isso e foi se aproximando de mim, sem se mover fisicamente, mas chegou bem perto, eu podia senti-lo. -Sabe? Eu nunca vou ganhar, porque eu não joguei em momento algum, pelo menos não com você. É bem provável que você seja o manipulador. -Foi em um tom irônico, mas não deixou de ser verdade, repeti isso pra mim mais vezes, enquanto ele fazia silêncio, tentando um bom argumento que me fizesse desistir. -Não posso te impedir de ir embora, mas quero que esteja comigo de onde você estiver- Me deu uma vontade tão grande de abraça-lo, ele já estava comigo, bem ali e eu só assenti. Só Deus sabe o que se passou pela minha cabeça depois dessa conversa dramática, mas eu não podia desistir, precisava de um tempo. Colocar meus pensamentos no lugar e sei que onde eu fosse, ele estaria comigo.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Faz tempo que penso em te mandar uma carta, só uma desculpa pra te fazer lembrar de mim e diminuir essa saudade. Mas tem dias que olho pro papel em branco, sem saber como começar, mesmo sabendo tudo que quero te dizer. Tenho fotos de nós dois no meu quarto, no mural, no porta retrato e você nem imagina. E pensar que nem nos despedimos, então não é pra sempre, né? Eu te quero aqui de novo, quero te abraçar, te morder, fazer carinho, passar protetor, sussurrar no seu ouvido como antes e ficar até tarde na sua casa vendo televisão. Volta? Eu sinto sua falta, hoje mais do que nunca.
Atenciosamente, I. F.
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