terça-feira, 30 de outubro de 2012

Bagunça.

Qual é o seu problema? Por que voltar sempre quando eu tô com o quarto, a casa e o coração vazio? Logo quando eu tô começando a me acostumar com o tempo frio. Sem você, sem ninguém. É que eu arrumei tudo hoje, sabe? E já faço bagunça demais sozinha. Mas, tenho que admitir, a verdade é que eu adoro o seu cabelo bagunçado desde que acorda, as suas roupas espalhadas da cama até a porta e o seu cheiro no travesseiro, senti falta do seu pedido de desculpas e do 'nunca mais vou voltar' aquela típica frase onde o 'nunca' não costuma durar. Você sabe bem como eu sou, seja bem vindo de volta, amor.

Estúpido cupido.

Não sei se o meu coração é forte ou burro, porque quanto maior o empecilho, mais ele deseja. Quando aumenta o desafio, ele dobra a aposta e sempre que tem tudo pra dar errado é o que mais o encanta. Só que dessa vez, ele foi longe demais: Compromisso, distância, tempo e mais. Mas eu aceito, se prometer que depois dessa eu terei paz. E vai dar certo com ele, não haverá ninguém mais.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

E se foi.

E eu que sempre achei que sabia controlar tudo em mim, que saberia avançar ou recuar quando precisasse. Eu ia saber parar, esquecer e continuar, mas ninguém me disse que seria tão difícil te ver seguindo em frente...sem mim. Só sei que aconteceu e foi assim que você me perdeu, pois é, não tinha perdido antes, mas   o que importa? Aconteceu, da mesma forma. Eu só queria um tempo, um espaço, coisas novas e agora, eu quero viver disso, não te quero de volta. Não fiz promessas à você, não disse que esperaria, mas fui eu quem esperei, irônico. Agora, já não faz mais sentido as pessoas que vem me perguntar sobre você, sabendo que a gente não tem mais nada a ver. Não existe mais eu e você, nós, a gente. Existe eu aqui e você com outra pessoa. Nesse momento, eu não estou chorando, não sinto mais raiva de ver as declarações, não sinto pena de mim. Eu sinto muito, mas não sinto nada. Que assim seja.