Nunca gostei de dividir, em geometria a pior figura era o triângulo e três nunca foi meu número da sorte.
Dias ímpares me davam azar, sempre pedia com par no "par ou ímpar" e quase sempre estou dormindo às 3h.
Escolher alternativas entre a, b, c e d em provas nunca foi meu forte, escolher entre uma festa ou outra também nunca deu certo.
Então já era de se esperar que escolher entre duas pessoas não seria fácil.
Eu poderia ter duas, mas não somando comigo ficam três e três é ímpar.
Pessoas, números, sentimentos, cálculos, dúvidas, tudo se mistura.
Se eu ficar sem eles, sozinha, ainda vai ser ímpar,
se eu estiver com os dois, ainda vai ser ímpar.
Escolher entre duas pessoas totalmente diferentes não faz sentido, mas estar com as duas me afasta de tudo, me consome.
Quando vai estar claro que ninguém precisa ser melhor que o outro?
Não é uma competição, não ganha quem for o melhor porque eu não sou um prêmio.
Não vou escolher nenhum deles, não preciso disso. A partir do momento que ele me mandou escolher, me perdeu. Ainda estou sozinha.
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