Tenho inveja de quem consegue se expressar através das palavras, dos textos rabiscados, de quem só precisa de um pedaço de papel e uma caneta na mão. Antigamente eu diria: "Me diz um tema, qualquer um, para que eu escreva sobre". Hoje, isso não me serve mais. Já foi mais fácil, já errei menos, eu quase não usava a borracha e tinha a letra perfeita. Agora a letra fica torta e, muitas vezes, fora da linha, como no jardim de infância, ou sei lá aonde a gente aprende a escrever, mas é desse mesmo jeito. Como diziam as professoras 'as letras sobem morro de vez em quando'. A minha deve escalar montanhas. Enfim, tirei o dia para escrever sobre a minha falta de tempo para escrever, risos. Irônico, não? Costumo usar bastante ironia. Notei que fui completamente arrogante no meu último texto, não levem a sério, eu preciso me auto promover às vezes. E não. Eu não tenho problemas com a minha auto-estima. Enquanto escrevia, notei que está voltando a ser fácil, não erro tanto como antes quando escrevo sem pressa. Eis um lugar onde eu posso errar o quanto eu quiser, pelo menos quando escrevo de lápis, não é uma grande comparação com a vida, mas você pode errar também e nem sempre vai poder apagar, quer dizer, não quando escrever de caneta. Me lembro que no fim da quarta série, eu estava louca para começar a usar caneta, hoje em dia, prefiro escrever de lápis. É estranho, me sinto mais criança, eu gosto. Talvez seja insegurança, medo de errar, vai saber. . .
Texto escrito dia 03 de novembro, às 20:20. Horas iguais me perseguem.
Nenhum comentário:
Postar um comentário