terça-feira, 2 de novembro de 2010
Meu plano.
Era totalmente óbvio que a minha vida ficaria nisso, girava em torno desse lugar, dessa cidade e das mesmas pessoas. Dando voltas e mais voltas até que parasse alguma hora, talvez no mesmo lugar. É incrível como parece que nada mudou desde que eu era criança, ouvi alguma tia dizendo que eu era um tanto mimada e conseguiria o que eu quisesse, de alguma forma. Engraçado, ouço o mesmo comentário até hoje. 'Ela consegue tudo o que quer'. Não tenho culpa de boa no que faço. São as mesmas festas, os mesmos shows, as mesmas bebidas e a mesma marca de cigarro, o mesmo cheiro, é tudo a mesma coisa, sempre. Quando me dei por gente, aprendi a pensar sozinha ou a fazer minhas próprias coisas, não digo escovar os dentes e essas coisas, digo ir atrás do que quero, sem medir esforços, como se não tivesse o que perder, mas sempre tive coisas em jogo. Por sorte o jogo sempre foi meu. Há um tempo eu descobri que tinha um sonho de viver facilmente. Sabe?! Um mundo que não precisasse se matar de estudar, eu poderia enriquecer fazendo o que eu gosto e não seria necessariamente um emprego. Ganharia muito dinheiro jogando Pôquer, sairia da cidade a hora que quisesse, compraria as coisas por pensamento, não, teria as coisas que eu quisesse, sem me mover, não seria perfeito? Ou sei lá. Por muito tempo planejei isso e agora tenho tempo de realizar, mas o que falta? Idade? Sorte? Por via das dúvidas, vou esperar mais dois anos, tempo é o que não falta, afinal a pressa leva até as pessoas mais calculistas ao erro e eu não quero errar, não posso. Me desejem sorte.
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